Multi_Ocupação | Abra seus ouvidos

Ouvir; precisamos ouvir. Essa foi a máxima do terceiro dia de Multi_Ocupação, dessa vez no Parque Lage. Um sábado que começou ao som da natureza molhada pela chuva e terminou com a Orquestra Vermelha, e todos se divertindo juntos.

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Em mais esse encontro de 2025, entendemos que precisamos prestar atenção aos sons que nos rodeiam, “pois a escuta salva o homem, é questão de sobrevivência”, como bem lembrou Tato Taborda durante o Workshop “Pausa na Emissão”, num passeio vendado entre as árvores que cercam o Parque.

Depois de se “desconectarem” por uns minutos, quem chegou cedo acompanhou um momento já caracterizado como “histórico” na trajetória do festival: O painel “Memórias do Amanhã”, que reuniu 20 artistas em roda, dispostos a escutar, desarmados, o que os outros tinham a dizer. Cada um teve cinco minutos para expressar suas antevisões.

memórias

“Futuro e juventude são palavras velhas”, disse Ivana Bentes; “Esse sonho de ser, no futuro, mais do que a gente realmente é já não é de hoje”, entoou Fausto Fawcett; “Vivemos sob uma certa exigência contraditória de termos que pensar o futuro através da arte”, falou Paul Heritage; “A melhor maneira de mudar o mundo é criá-lo, então, artistas, mãos à obra”, sugeriu Maria Arlete Gonçalves. “Precisamos pensar qual a nova rede de afetos que devemos ter daqui pra frente”, finalizou Batman Zavareze. E o dia só tinha começado…

O artista Gui Marmota deu um ritmo especial ao festival, com seu latão de lixo, canos, e performance; logo depois, no salão nobre, foi a vez das crianças fazerem barulho. Leo Tucherman & Susana Lacevitz coordenaram uma oficina de dar água na boca nos adultos – e eles não resistiram! Organizados em grupos, os participantes recriaram os sons para o filme “Tempos Modernos”, de Chaplin; um exercício de sonoplastia.

multi oficina crianças

Como em 2025 “Educação” é palavra-chave, nada mais adequado que reunir os que estão na linha de frente da criação de novas formas de se provocar o saber, a autonomia, a criatividade. O painel “Lab do Amanhã” já apontou caminhos interessantes para nossos filhos, netos, tataranetos.

“O espaço do erro deve existir”, afirmou Cristina Verdade, do NAVE/CEJLL; “Precisamos criar situações de aprendizagem, pela experiência”, exemplicou Fernando Mozart, da Oi Kabum!; “Acredito numa educação ‘orgânica’, num modelo integrativo, em assumir o caos do processo criativo”, compartilhou Guto Nóbrega, do NANO/UFRJ.

orquestra vermelha

Já no cair da tarde, começaram os shows. Os artistas Søren Kjaergaard e o IN-SONE lotaram o auditório numa apresentação intimista, conjunta; Gabriel Muzak, Antonia Morais, Plínio Profeta, Alumbramento e o dinamarquês Rumpistol completaram a noite de sonoridades, até a apresentação da Orquestra Vermelha, com suas sombras.

Fotos: Eduardo Magalhães | 14

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