Daito Manabe em três vídeos

Selecionamos, também, três vídeos para mostrar um pouco mais do trabalho desse artista incrível que é Daito Manabe.

São uma mostra pequena do que ele tem feito nos últimos anos, inclusive seu trabalho vencedor do maior prêmio de Arte e Tecnologia no mundo.

1 – O primeiro vídeo de ELECTRIC STIMULUS

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=YxdlYFCp5Ic&w=480&h=390]

Através deste vídeo, foi o primeira vez que Daito Manabe teve seu trabalho repercutido na web. Em menos de um mês, este atingiu a marca de 1 milhão de views no Youtube.

O artista desenvolveu esse sistema em que usa 10 eletrodos posicionados em sua face, cada um com a capacidade de administrar uma carga de 16 volts.

2 – Electric Stimulus com sensor mioelétrico

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=oh8YYONrLIc&w=640&h=390]

Este aqui exemplifica melhor como funciona a captação dos eletrodos.

Com o toque em alguma parte do corpo, é gerado um estímulo a outra parte completamente diferente. Neste mesmo movimento, sons são gerados com diferentes inputs de toque.

3 – Daito Manabe para Nike

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=uS1exujG3cY&w=640&h=390]

E porque não ir além do corpo humano?

Este comercial, veiculado no Japão, mostra como esses sensores foram adaptados para produzir um live set utilizando samplers pré-programados e controlados pelos tenis da marca.

Para conhecer um pouquinho mais desse artista, visite o site do

Zach Lieberman em três vídeos

Reduzir um artista como Zach Lieberman a apenas três vídeos parece um trabalho um tanto quanto impossível para alguém multi-focal como ele é.

Zach transita entre o limiar da arte e tecnologia, onde a interatividade e a superação dos limites do corpo humano é sempre o tema central de seus trabalhos. Ele gosta de brincar sobre o que é real e o que não é, propondo que o mundo que podemos interagir e interferir não se resume em ser apenas o físico ou apenas o virtual. Para ele, esses dois mundos são complementar e dialogam entre si.

Fizemos um pequeno apanhado e, com muito esforço, escolhemos os seguintes vídeos para ilustrar quem é Zach Lieberman:

 

1 – DRAWN

Drawn é hoje o trabalho mais conhecido do artista, que inclusive lhe rendeu o prêmio máximo no festivar Ars Electronica (Linz, Austria). Nele, Zach utiliza-se de projeções e realidade aumentada para manipular imagens ao vivo, criando uma performance única e contínua.

Todo o software utilizado nessa instalação é desenvolvido por ele próprio, que altera o sinal de vídeo em tempo real e gera essa apresentação orgânica e mágica.

 

2 – Eyewriter

Tony Quan, conhecido como TEMPTONE ou TEMPT, é um famoso grafiteiro da região de Los Angeles, Califórnia.

Após ser diagnosticado com um tipo de esclerose múltipla, passou aos poucos a perder os movimentos de seu corpo até entrar em um estado quase vegetativo. Apesar disso, conseguiu manter o movimento de seus olhos funcionando normalmente.

Zach Lieberman junto a um coletivo de outros artistas criados em um eixo de trabalho global, criou o dispositivo EYEWRITTER, que permite que Quan possa voltar a se expressar artisticamente utilizando uma câmera que capta o movimento de seus olhos e os transforma em inputs que permitem o grafiteiro a visualizar seu trabalho em tela e depois são impressos.

Todo esse trabalho tem como fim distribuir no mercado norte-americano uma ferramenta de baixíssimo custo que permita usuários com dificuldades motoras a se comunicar. A expectativa é de que esse kit chegue no mercado ainda este ano, com um custo abaixo dos US$ 100.

 

3 – Messa di Voce

Um trabalhos visualmente mais impactante do artista é sem dúvida o Messa di Voce. Nele, Zach propõe que criemos imagens e movimentos com um outro meio que não seja o tato: a voz.

Esse trabalho é fruto da parceria com outro expoente da tecnologia, Golan Levin.

 
Zach, como se auto-define, é um artista que gosta de surpreender.
Para conhecer mais trabalhos, existem mais informações no site oficial do artista.

Multiplicidade em São Paulo: Carlos Casas na Virada Sustentável

Nesse pequeno tempo que falta para o início do Festival Multiplicidade_Imagem_Som_inusitados, fomos até São Paulo para produzir a instalação Archive.

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Carlos Casas, diretor de cinema experimental catalão, esteve no Brasil nesse último domingo participando da primeira edição da Virada Sustentável no Museu Brasileiro de Escultura (MUBE), em São Paulo.

Conhecido pelo sua trajetória singular em diversas áreas artísticas, Carlos fez parte da agência-escola Fábrica, idealizada pelo fotógrafo Oliviero Toscani junto a marca Benetton e desde então tem se dedicado ao seu projeto chamado Trilogia do Fim (END). Realizando esse trabalho ao longo da última década, o artista produz seus filmes sobre lugares mais longínquos e solitários do planeta, como a Patagônia, Sibéria e o Mar de Aral, na Ásia Central.

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Todo essa pesquisa e execução do autor casou perfeitamente com a proposta do festival, principalmente no que tange sustentabilidade ao mostrar comunidades que tem uma relação bem direta com a Terra e encontram basicamente apenas no seu ecossistema formas de subsistência e sobrevivência.

Especialmente para o evento, foi produzida a instalação Archive (O Cubo), onde sua obra cinematográfica foi reproduzida através das quatro faces construídas especialmente para a ocasião, provocando uma nova forma do conjunto ser observado pelo público que esteve no MUBE.

Essa proposta foi co-produzida pelo Multiplicidade, e esteve exposto durante os dias 4 e 5 na Virada Sustentável. Para mais informações sobre Para mais informações sobre Carlos Casas, basta acessar seu site www.carloscasas.net .

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