Naná Vasconcelos

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Naná Vasconcelos completou 50 anos de carreira em 2006 e lançou o CD inédito intitulado “Trilhas”, que reúne músicas compostas para diversos espetáculos, no Brasil e exterior. O CD abre com “Corpos de Luz”, composta para espetáculo homônimo da Cia Dança Vida, que trabalha com jovens da periferia de Ribeirão Preto e foi idealizado pela psicóloga e coreógrafa Paula Vital. O espetáculo aconteceu em outubro de 2006, no Teatro do Colégio Santa Cruz, em São Paulo.

Desde então, o percussionista vem se apresentando no Brasil e exterior e se concentrando na já tradicional abertura do Carnaval do Recife. Regendo cerca de 600 batuqueiros, que representam 14 nações de maracatu, Naná também conta, todos os anos, com a presença especial de suas convidadas. Na abertura do Carnaval de 2007, Maria Bethânia abrilhantou a festa com sua magia. Já no Carnaval deste ano, as participações ficaram por conta de Marisa Monte, Elza Soares e Lia de Itamaracá, numa festa sem precedentes, onde público e a mídia brasileira puderam testemunhar uma dos maiores espetáculos dos últimos tempos.

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Trajetória recente de Naná Vasconcelos

Eleito oito vezes como melhor percussionista do mundo, segundo a revista norte-americana Down Beat, Naná Vasconcelos segue consolidando também sua carreira internacional. Dias 8 e 9 de setembro gravou DVD na Polônia ao lado de Leszek Mozdzek, virtuoso pianista erudito, com uma apresentação ao ar livre e outra no teatro de Varsóvia. O projeto “Polônia Carioca” nasceu depois das apresentações que ambos fizeram juntos no Rio de Janeiro, uma no morro da Mangueira e outra na Central do Brasil. “Armamos o piano no meio do povo e tocamos”, lembra Naná.

Em julho, o percussionista esteve na Alemanha, onde realizou shows todos com casa lotada. De lá, seguiu para Turquia e encerrou o Festival de Jazz de Istambul, junto com Arild Andersen e Kudsi Erguner. Nessa oportunidade, a gravadora ECM Records aproveitou para registrar o show do trio e gravar um CD e DVD que devem ser lançados ainda este ano. Antes, entre os dias 9 e 11 de julho, Naná participou como convidado da gravação do CD do também percussionista Murat Verdi.

Somado a tudo isso, o percussionista trabalha com a reconhecida Cia. de Dança Balé de Rua, de Uberlândia, compondo a trilha sonora e ensaiando o espetáculo “Balé de Rua – Dança e Percussão do Brasil”, para ser apresentado nos próximos dias 7 e 8 de novembro, no Teatro Mogador, em Paris, um dos mais importantes da capital francesa. Baseado na própria história da companhia mineira, ou seja, um grupo de dança de rua da periferia de uma cidade do interior do Brasil, que rapidamente conquistou o público nacional e agora projeta-se internacionalmente, Naná Vasconcelos foi escolhido para criar a trilha sonora e orientar os músicos.

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Biografia compacta

Juvenal de Holanda Vasconcelos nasceu no Recife. Mesmo depois de duas décadas tocando pelo mundo, morou em Paris e Nova York, as influências de sua terra estão presentes em tudo o que faz. Dotado de uma curiosidade intensa, indo da música erudita do brasileiro Villa-Lobos ao roqueiro Jimi Hendrix, Naná aprendeu a tocar praticamente todos os instrumentos de percussão, embora nos anos 60 tenha se especializado no berimbau.

Depois das mais variadas experiências musicais, Naná Vasconcelos mudou-se para o Rio de Janeiro e começou a trabalhar com Milton Nascimento. Em 1970, o saxofonista argentino Gato Barbieri o convidou para juntar-se ao seu grupo. Apresentaram-se em Nova York e Europa, com destaque para o festival de Montreaux, na Suíça, onde o percussionista encantou público e crítica. Ao término da turnê, fixou residência em Paris, França, durante cinco anos, onde gravou o seu primeiro álbum – “Africadeus” (71). No Brasil, Naná gravou o seu segundo disco “Amazonas” (72). Começou, então, uma bem-sucedida parceria com o pianista e compositor Egberto Gismonti, durante oito anos, que resultou em três álbuns – “Dança das Cabeças”, “Sol do Meio-Dia” e “Duas Vozes”.

De volta a Nova York, formou o grupo “Codona”, com Don Cherry e Colin Walcott, também gravando e fazendo turnê com a banda do guitarrista Pat Metheny. Trabalhando com artistas das mais variadas tendências, Naná Vasconcelos gravou com B.B. King, com o violinista francês Jean-Luc Ponty e com o grupo de rock americano Talking Heads, liderado por David Byrne. Em 1986, de volta ao Brasil depois de dez anos, fez turnê recebida com entusiasmo pelo público. Nessa altura, Naná já havia trabalhado nas trilhas dos filmes “Procura-se Susan Desesperadamente”, de Susan Seidelman, estrelado por Rosanna Arquette e Madonna, e “Down By Law”, do cultuado diretor Jim Jarmusch, além de “Amazonas”, de Mika Kaurismäki.

O trabalho de Naná sempre demonstrou a amplitude do seu talento, e nos anos 80 gravou o disco “Saudades”, concerto de berimbau e orquestra. Depois, vieram os álbuns “Bush Dance” e “Rain Dance”, suas experiências com instrumentos eletrônicos. Daí por diante, Naná esteve envolvido mais diretamente com o cenário musical brasileiro ao fazer a direção artística do festival Panorama Percussivo Mundial (Percpan), em Salvador, e do projeto ABC Musical, além de participações especiais em álbuns de Milton Nascimento, Caetano Veloso, Marisa Monte e Mundo Livre S/A, entre outros.

Em meio a inúmeros lançamentos fora do país, Naná Vasconcelos lançou no Brasil o disco “Contando Estórias” (94), depois os CDs “Contaminação” e “Minha Lôa”. No fim de 2005, lançou “Chegada”, pela gravadora Azul Music, e em 2006, o CD mais recente, intitulado “Trilhas”. Com raízes pernambucanas, Naná idealizou o projeto ABC das Artes Flor do Mangue, trabalho com crianças carentes. Uma trajetória de vida que esbanja virtuosismo musical e integridade pessoal em tudo o que faz e toca. Informações mais detalhadas sobre o artista podem ser encontradas no seu site.

Trecho do documentário Diário de Naná

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Naná, 400 percussionistas e o Bolero de Ravel

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DJ Dolores

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“O batidão irresistível de um homem chamado Dolores, as aventuras internacionais de um eletro-cabra botando o sertão na pista, e vice-versa.”
por Nelson Motta

Hélder Aragão já estava em atividade na cena musical fervilhante de Recife desde as origens do movimento Mangue Beat, quando trabalhou com Chico Science e a Nação Zumbi. O artista multimídia produziu e compôs trilhas para cinema e teatro, documentários pra tv, design gráfico, e enfim adotou as pickups e samplers.

Hélder, conhecido como DJ DOLORES, já remixou faixas de Gilberto Gil, Tribalistas, Fernanda Porto e Taraf de Haïdouks, e foi convidado pela revista americana Wired a participar do projeto ‘Rip, Mash, Sample, Share’ (algo como ‘Ripar, Mixar, Samplear, Compartilhar’), baseado nas licenças Creative Commons.

As músicas de DJ Dolores também estiveram em filmes como ‘A Máquina’, de João Falcão, e ‘Narradores de Javé’, de Eliane Caffé, e o DJ já ganhou vários prêmios aqui e lá fora (como o prêmio da BBC de World Music, na categoria ‘club global’, em 2004).

Seu primeiro disco, ‘Contraditório’ (2002), seu segundo disco, ‘Aparelhagem’ (2005) e seu mais recente trabalho, ’1 Real’ (2008, a ser lançado no Brasil no segundo semestre de 2009), atualizam a música tradicional e regional nordestina com batuques e samplers, tornando-a atual, moderna e global – mostrando ao mundo o que o Brasil tem de melhor, da melhor, mais divertida e mais talentosa forma possível.

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Vamos a alguns vídeos de trabalhos antigos de Dolores.

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Multi_Oi Casa Grande_02_09> AntiVJ & Principles of Geometry> 17 de novembro

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“A Stereoscopic Show” é um projeto desenvolvido pelo selo visual europeu AntiVJ e pela dupla de música francesa Principles of Geometry que pretende levar a platéia à uma jornada através do espaço combinando vídeos em 3D com trilha eletrônica repleta de sintetizadores. É a primeira vez que ambos os artistas se apresentam no Brasil.

O AntiVJ é um coletivo visual especializado em projeções e instalações luminosas que desafiam os sentidos por trabalhar com ilusão de ótica. Já apresentaram seus trabalhos em festivais importantes como o Transmediale, em Berlim, e o Elektra, em Montreal, além do Centro George Pompidou, em Paris. Influenciados pela sonoridade eletrônica setentista e por trilhas de cinema, o Principles of Geometry produz o acompanhamento sonoro perfeito para essa viagem cósmica-futurista.

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Multi_Oi Casa Grande 01_09> Blind Date> 10 de novembro

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Depois de compor a trilha sonora de uma exposição de arte, DJ Dolores e Naná Vasconcelos se reúnem novamente, desta vez no Projeto “Blind Date”. Nesse encontro às escuras, a única certeza é a improvisação. Com os instrumentistas da nova geração pernambucana Lucas dos Prazeres e Yuri Queiroga, além da dupla de metais Parrô (sax) e Deco (trombone), Naná improvisa sons enquanto Dolores dispara batidas hipnóticas e fortemente percussivas aliadas a samples de músicas mais conhecidas, como “Seven Nation Army”, dos White Stripes. Apresentação inédita no Rio de Janeiro.

Quem acompanha visualmente um dos mais talentosos percussionistas do mundo (eleito por 8 vezes o melhor do mundo segundo a revista norte-americana Down Beat) e um dos mais criativos DJs do Brasil, é a dupla Raul Mourão e Leo Domingues. Raul é artista plástico, produzindo em sua obra esculturas, vídeos, fotografias, textos, instalações e performances. Já Leo Domingues, é editor, tendo trabalhado na montagem dos filmes….