Festival Multiplicidade 2025_Ano_20 | ESCULPINDO O TEMPO

Ao longo de discussões entre passado, presente e futuro o Festival Multiplicidade apostou na ANTEVISÃO, se teletransportando para 2025.

Instigado em olhar adiante e reinventar nossa capacidade de investigação das linguagens inovadoras, criamos uma programação “fora da caixa”.

O resultado é o documentário “ESCULPINDO O TEMPO” com direção de Victor Fiuza e produzido pelos parceiros da equipe da Agência 14.

Provocamos artistas, pensadores e colaboradores do festival para criação de um discurso urgente, atemporal, indisciplinado e transversal sobre a realidade que nos engole diariamente.
São discussões que ampliam nossa reflexão sobre o impacto da tecnologia em nossas vidas e o quão tudo isso que produzimos e absorvemos pode, e deve ser sempre poético.

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Não se faz um acontecimento cultural artístico potente sem uma rede de pessoas unidas com um objetivo comum. Ao longo de 11 anos o Festival Multiplicidade investe na formação técnica, ética e estética continuada de pessoas com habilidades, capacidades, conhecimentos e praticas diferentes que têm muito a contribuir para profissionalizar uma cena. Investir e extrair o melhor das pessoas envolvidas passa pelo mais profundo compromisso do festival.

A entrega para o edital é um evento, mas para nós é um experiência coletiva transformadora. A vida muitas vezes é dura, bruta e feia mas uma plataforma que promove arte, a nova arte híbrida embebedada de recursos tecnológicos ao vivo, tem a oportunidade única de formar um novo profissional num mercado viciado e contaminado por lógicas cruéis de sobrevivência. Não existe arte total sem humanizar o processo, não existem ações individuais bacanas que não enxerguem o problema do outro. A intenção ao trabalhar arduamente durante um ano é, sempre que estiver ao nosso alcance, escutar e lutar para fazer o melhor possível. Não existe impossível até quebrarmos a cara com nossas persistências. Para formar profissionais capacitados para desafios ambiciosos tem que ser duro, sem perder a ternura, mas a dinâmica da construção deste circo exige uma série de decisões que fogem a planilha, tomam riscos, são indisciplinadas, transversais e através de nossas vidas sem perguntar “porquês”.

Um festival se faz na primeira pessoa do plural com inúmeras contribuições erráticas, mas sem nunca esquecer das avalanches de carinho distribuídas a todos envolvidos, equipe e artistas, pois o impacto reverberado seria vão, insignificante, frustrante e efêmero sem distribuições em doses cavalares deste sentimento. Nosso maior legado não é a pujança da entrega do acontecimento mas a rede de afetos que se fortalece a cada edição. Os que estão e os que passaram deixaram sua marca na nossa história com muita transpiração e paixão, por isso sou eternamente convicto da força invisível da educação, do “learning by doing” sem medo de fracassar, dá continuidade e da insistência, pois nossas contribuições são inegáveis para tornar a cena artístico-cultural forte e permanente.

Mirian Peruch, Patricia Bárbara, Nado Leal, Raquel Bruno, Mariana Duque, Eduardo Bonito,Brenno Erick, Beline Cidral, Joca Vidal, Bebeto Abrantes, Glauber Vianna,Leo Eyer, Billy Bacon, Alex Augusto, Joao Oliveira, Luiza Viglio, Gui,Rodrigo Moura, Alexandre Paranaguá, Jean, Baldi, Alessandro Boschini, Léo DL, Eduardo Magalhães, Diana Sandes, Gabi Carrera, Francisco Costa, Maria Cristina Rio Branco, Marina Ivo, Daniela Del Corona, Renata Carneiro, Rodolfo Alves Carioca, Júlia Malafaia , Susana Lacevitz ,Jane Deluc Paola Barreto, Fabio Fantauzzi e inúmeros outros profissionais que se jogam em nossa rampa de voo exalando prazer nos seus poros. Sempre muito orgulhoso deste carinho que vai, volta e fica. Parabéns!!!!

MB

Ass: Batman Zavareze – Diretor e Curador do Festival Multiplicidade

Futuros possíveis

Texto publicado por Ivana Bentes, logo após sua participação no Painel Memórias Futuras @ Festival Multiplicidade 2025:

“Futuros possíveis. Parque Lage é um lugar mágico e neste sábado chuvoso e nublado estava ainda mais misterioso e vibrante lotado de pessoas inquietas. Participei do Painel Memórias Futuras uma roda incrivel de antevisões dos futuros a convite da Paola Barreto e do Bat Zavareze. O futuro é uma ideia “antiga” e quase sempre é datado, pois nunca estaremos nele, porque é sempre uma construção do presente urgente. Com essa provocação sobre futuros possiveis a roda de conversa passou por temas e experiências surpreendentes. O que há de futuros em curso no presente? Como hoje o ancestrofuturismo e as cosmovisões indigenas e ancentralidades são inspiradoras de futuros. Como a América Latina continua como um lab de mundos. As “vitalidades catastróficas” (termo do Fausto Fawcett) nos ajudam a pensar os futuros, as possibilidades de ressureição, os instantes e presentes eternos, as temporalidades inventadas pelos povos para fugir da ditadura do presente e as ideias e projeções de futuros usados para nos imobilizar (em nome do futuro se tem hoje discursos conservadores, de preservação do status quo). Outros futuros mais provocadores como os da ficções especulativas de Donna Haraway e os exterminadores de futuros que moldam e reduzem as cidades a seu fim mercadológico, privatizando, monitorando, expulsando os pobres e os cosmopolitanos das ruas e do espaço público. A conversa teve performance, leitura, falas inspiradoras e bem que merecia um registro para os futuros. Neste domingo é o último dia do ‪#‎FestivalMultiplicidade e da exposição ‘Quarta-Feira de Cinzas”, curadoria da Luisa Duarte no lindo Parque Lage.”

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Multi_Ocupação | O futuro é hoje

Como seria o mundo, mais precisamente a arte, se estivéssemos em 2025? A pergunta norteou o último dia do festival, encerrado no Parque Lage, domingo (8), e a reposta dos artistas e do público foi em uníssono: o futuro é hoje!

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A tarde começou com a apresentação da paulista Giu Nunez, no bosque do Parque Lage. Sob uma instalação em meio à natureza, o público pode desconectar-se do mundo exterior. “Esse misto de linguagens, graças à tecnologia, veio contribuir para a arte. Mas é bom também se desligar um pouco dessas inúmeras informações que circulam ao mesmo tempo e focar em um só caminho”, sugeriu Giu. Em seguida, o DJ Pedro Pagy assumiu as carrapetas e continuou o trabalho já iniciado pela discotecária. Com o ‘Triboelétrica’, ele apresentou aos visitantes um set que misturou tempo e vazio, abismos e brilhos, sufocamento, luz e sombras.

No Salão Nobre do casarão, o ‘EstúdioFitaCrepe’, representado pelo artista Ricardo Garcia, apresentou seu trabalho que envolve música instrumental, eletroacústica, noise, soundscape e instalação sonora. Em Eletro_Radiobras, Ricardo, que faz dupla com André Thitcho, mostrou o projeto de música eletrônica. “O futuro da arte é viver o presente. A tecnologia veio para ajudar, mas o importante é o que acontece agora”, disse André. Em seguida, o músico autodidata Felipe Vilasanchez mostrou ‘Oriente’. No painel ‘Cinema Transversal’, a ‘Alumbramento Filmes’ exibiu ‘Medo do Escuro’. O salão ficou lotado!

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O artista multifacetado Gui Marmota repetiu sua performance e reuniu, nas escadarias do casarão, não só adultos, mas também crianças. Como no dia anterior, elas foram a grande atração do domingo. Munido do seu latão de lixo-bateria cheio de canos, Marmota reproduziu alguns sons curiosos e arrancou passinhos e sorrisos dos pequenos.

Já no Platô, o francês Aleqs Notal abriu a noite com o seu set de housemusic, que leva influências de gêneros como disco, funk, jazz e o soul. Logo após, a ‘Meia Banda’ assumiu o palco. O grupo é um projeto do baixista, guitarrista e compositor Bruno Di Lullo junto com os músicos Estevão Casé e Eduardo Manso. O grand finale ficou a cargo da ‘Camerata Monoaural’.

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Em sua 11ª edição, rumo a 2025, o Multiplicidade não perde o fôlego; pulsa, sugere encontros inusitados, proporciona lugar para novas ideias fluírem; é um marco na programação cultural da cidade. A intenção, segundo Batman Zavareze, idealizador do festival, foi “provocar a antevisão na vida da arte e na arte da vida”.

Multi_Ocupação | Abra seus ouvidos

Ouvir; precisamos ouvir. Essa foi a máxima do terceiro dia de Multi_Ocupação, dessa vez no Parque Lage. Um sábado que começou ao som da natureza molhada pela chuva e terminou com a Orquestra Vermelha, e todos se divertindo juntos.

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Em mais esse encontro de 2025, entendemos que precisamos prestar atenção aos sons que nos rodeiam, “pois a escuta salva o homem, é questão de sobrevivência”, como bem lembrou Tato Taborda durante o Workshop “Pausa na Emissão”, num passeio vendado entre as árvores que cercam o Parque.

Depois de se “desconectarem” por uns minutos, quem chegou cedo acompanhou um momento já caracterizado como “histórico” na trajetória do festival: O painel “Memórias do Amanhã”, que reuniu 20 artistas em roda, dispostos a escutar, desarmados, o que os outros tinham a dizer. Cada um teve cinco minutos para expressar suas antevisões.

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“Futuro e juventude são palavras velhas”, disse Ivana Bentes; “Esse sonho de ser, no futuro, mais do que a gente realmente é já não é de hoje”, entoou Fausto Fawcett; “Vivemos sob uma certa exigência contraditória de termos que pensar o futuro através da arte”, falou Paul Heritage; “A melhor maneira de mudar o mundo é criá-lo, então, artistas, mãos à obra”, sugeriu Maria Arlete Gonçalves. “Precisamos pensar qual a nova rede de afetos que devemos ter daqui pra frente”, finalizou Batman Zavareze. E o dia só tinha começado…

O artista Gui Marmota deu um ritmo especial ao festival, com seu latão de lixo, canos, e performance; logo depois, no salão nobre, foi a vez das crianças fazerem barulho. Leo Tucherman & Susana Lacevitz coordenaram uma oficina de dar água na boca nos adultos – e eles não resistiram! Organizados em grupos, os participantes recriaram os sons para o filme “Tempos Modernos”, de Chaplin; um exercício de sonoplastia.

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Como em 2025 “Educação” é palavra-chave, nada mais adequado que reunir os que estão na linha de frente da criação de novas formas de se provocar o saber, a autonomia, a criatividade. O painel “Lab do Amanhã” já apontou caminhos interessantes para nossos filhos, netos, tataranetos.

“O espaço do erro deve existir”, afirmou Cristina Verdade, do NAVE/CEJLL; “Precisamos criar situações de aprendizagem, pela experiência”, exemplicou Fernando Mozart, da Oi Kabum!; “Acredito numa educação ‘orgânica’, num modelo integrativo, em assumir o caos do processo criativo”, compartilhou Guto Nóbrega, do NANO/UFRJ.

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Já no cair da tarde, começaram os shows. Os artistas Søren Kjaergaard e o IN-SONE lotaram o auditório numa apresentação intimista, conjunta; Gabriel Muzak, Antonia Morais, Plínio Profeta, Alumbramento e o dinamarquês Rumpistol completaram a noite de sonoridades, até a apresentação da Orquestra Vermelha, com suas sombras.

Fotos: Eduardo Magalhães | 14

Multi_Ocupação | Planetário

A linearidade de um texto já não comporta todas as necessidades da nossa vida de 2025. O poder das imagens aliado à potência imersiva das sonoridades é como a arte se revela nesses tempos, permeando o teatro, a poesia, os objetos da vida cotidiana.

O segundo dia de Multi_Ocupação, no Planetário da Gávea, nessa sexta-feira (6), foi o encontro dessas linguagens híbridas com um público multi-linguístico, desejoso de abrir a cabeça, fazer a mente viajar, ter novas ideias.

Multi_Ocupação | Parque Lage (Foto: Francisco Costa/14)

Muti Randolph foi o resposável pelo desafio de pensar as projeções para uma das maiores cúpulas da América Latina, na máxima resolução possível e em 3D.

Fui ao limite da tecnologia que temos disponível hoje para esse tipo de espaço, considerando uma performance ao vivo; é isso que sempre busco, forçar a tecnologia a fazer o que queremos criar, e às vezes ela não está preparada. Foi como realizar um sonho“.

Multi_Ocupação | Parque Lage (Foto: Francisco Costa/14)

Foi o VJ Spetto que trabalhou com Muti para mapear o espaço das projeções; dois brasileiros que fazem parte do circuito digital mundial: “Somos brasileiros, mas a arte já é planetária, está em todos os países“.

Para experimentar o aspecto acústico da cúpula, livre, o primeiro a assumir as mesas de som foi Bruno Pallazo, artista plástico apaixonado pela poesia dos ruídos.

Quando entrei, até senti vertigem. Foi a primeira vez em um lugar como esse. E não adianta; eu sou daqueles atraídos por eletricidade“.

Como falou Bruno, já existem caminhos infinitos de criação para quem trabalha com som. “Mas o que sempre deve haver é o fator humano“.

Multi_Ocupação | Parque Lage (Foto: Francisco Costa/14)

A DJ Andrea Gram, que chegou de São Paulo e foi refrescar-se com um banho de mar logo antes de ir tocar no festival, apresentou um repertório dançante, e se emocionou ao pensar no futuro.

O que vai acontecer depois do eletrônico? Como iremos agir, o que vamos consumir, comer?

Para fechar a noite, assimiu as caixas de som o dinamarquês Rumpistol. Ele estava empolgado em performar em um planetário, onde as pessoas são, de certa forma, “obrigadas” a se deixar levar pela imersão: “aqui, ninguém poderá pausar, trocar de faixa, como fazemos todos os dias nessa época de tecnologia e conteúdo em toda parte”.

Sobre essa quantidade de tecnologia disponível, Rumpistol deixou um lembrete às gerações para além de 2025: “De que adianta ter as ferramentas todas e não ter ideias?

A plateia que ocupou o planetário, num ritual parecido com o de uma simples ida a um cinema, voltou para casa com a sensação do “o que acabou de acontecer aqui?”; como se tivéssemos todos feito juntos uma viagem despretenciosa, e cada um para seu lugar, suas imaginações e inspirações.

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E depois de todo esse mergulho, num espaço fechado, o Multiplicidade recebe as pessoas no Parque Lage, nesse sábado chuvoso, justamente num movimento de desaceleração.

Venha! Ainda não acabou!

Multi_Ocupação | Recessão é um fenômeno natural

Todos saímos do Teatro Oi Futuro Flamengo em algum grau impactados, assim, sem palavras logo de cara, sabe? A performance dos “meninos” do 1024 Architecture, que abriu nossa fase Ocupação nessa quinta-feira (5), foi um mergulho na antevisão, num 2025 de recessão. Ficou a sugestão de que tentar dominar a tecnologia é caminho para controlar o mundo onde sobrevivemos, como disse o próprio François Wunshel, integrante da dupla.

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“Recessão é um fenômeno natural do mercado econômico“. Foi com essa frase que ele deu o play na apresentação, entoando seu sotaque francês numa mistura de teatro, projeção e música. Estreou, assim, no Brasil, o último ato da trilogia “Euphorie, Crise e Recession“.

Na ‘antevisão’ da dupla, a recessão é a oportunidade do mundo de mudar. “Nós temos cientistas, engenheiros, tecnologia. É tempo de encontrar novas ideias, de pensar para onde estamos indo e se de fato queremos ir nessa direção.”

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Os dois são pioneiros mundiais no uso de plataformas transversais, de linguagens híbridas, de mapping – já vivenciam um relacionamento maduro com seus softwares, e, com isso, são capazes de ir além.

“Se você deixar o sistema, os políticos, a economia dominarem a tecnologia, vai ter menos privacidade e isso é pesadelo. As pessoas devem ter o controle; eu tento o máximo que posso conhecer as ferramentas à disposição”.

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Essa tentativa contínua é trabalho duro, diz Fernando FAVIER, o outro membro da dupla. “A pergunta que me faço é ‘como podemos fazer diferente diante da universalidade de ferramentas?’ Todos estão ‘whatsapping’, ‘skyping’ ao mesmo tempo… Como achar nossa personalidade? Talvez a resposta esteja no mix de linguagem”.

O projeto “Recession”, que está em turnê mundo afora, questiona a escassez de recursos, a obsolescência tecnológica, a necessidade de percebermos melhor nossos ambientes, os espaços onde vivemos. Como aponta François, com seu olhar de arquiteto, “gostaria que as pessoas fossem o centro dos seus próprios movimentos“.

Você é?

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Bem-vindo ao Multi_Ocupação, que só começou.

Fotos: Renan Lima / 14

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Não existe cultura sem patrocínio. E patrocinar é fazer escolhas que também são co-curadorias. Eu tive o privilégio de estar no momento exato de idealização do primeiro centro de arte, educação e tecnologia do Rio de Janeiro com as pessoas mais visionárias e motivadoras que conheci: Samara Werner, Maria Arlete Mendes Gonçalves, Jose Augusto Gama Figueira, liderando uma equipe que tinha brilho nos olhos, na alma e na mente, dentre eles; Roberto Guimarães, Maíra Pimentel, Andre Couto, Alberto Saraiva, Victor D’Almeida, Pedro Genescá, Mariana Varzea, Cristina Becker, Bruna C Queiroz da Cruz, Taissa Thiry Sentone, Fernanda Sarmento, Carla Branco, Claudia Leite, Maria Helena Oliveira, Sabrina Candido,… Pessoas que ajudaram a modelar projetos no Brasil que aceleravam o conhecimento através das ferramentas tecnológicas do século XXI. Foi um enorme investimento físico, intelectual e financeiro para conscientizar a necessidade de novos formatos e modelos de negócio na indústria cultural (e/ou criativa), criando um formato de responsabilidade empresarial de longo prazo com foco na educação e cultura, propondo mudanças nas políticas públicas voltadas à cultura, fixando em nosso calendário um duradouro edital de fomento cultural… e no meio de todos estes ensinamentos surgia a esperança de viabilizar um projeto encubado em mim, propor um festival com um modelo diferenciado de todos os outros que havia conhecido ou experimentado mundo afora.

11222801_1173626785987923_6557463793033742430_nAté hoje eu explico sobre o formato Intervalado e laboratorial das primeiras atrações, dos encontros inéditos, fortalecendo uma cena no Rio de Janeiro que era inexistente, ocupando pelo menos um semestre inteiro, enraizado na formação educacional duradoura, com capilaridades internacionais estratégicas para criar redes e pensando nas três pontas com igualdade: artistas, público e realizadores, pois nosso camarim só guarda mochilas porque a área de convivência sempre foi comum. Nós, uma equipe de centenas de profissionais que se formaram e continuam conosco, realizamos o Festival Multiplicidade a 11 anos, mas reitero que um acontecimento cultural artístico, livre, investigativo, continuado, potente, atrevido, honesto, tecnológico, híbrido, reconhecido e referencial para outros novos acontecimentos só existe porque não temos patrocinadores e sim parceiros estratégicos de ideias e afetos.

PAD-4008O Oi Futuro é co-autor deste movimento desde a primeira conversa, compartilhando erros e sucessos, apostando todos os anos em nossas inusitadas estreias promovidas em cada nova ação. Hoje começamos nesta casa com os franco-suiços 1024 Architecture as 20h a nossa maratona de performances, instalações, painéis, festas e workshops. A programação do Multi_Ocupação vai até dia 08 Nov. percorrendo o próprio OFFlamengo, o Planetário e o Parque Lage.

Viva Oi Futuro!!!!

Lab Criativo BRAxUK – Reta final

Domingo, 01 de novembro de 2015

O retorno da Casa Nuvem, em Visconde de Mauá, foi na famosa feijoada do Hotel Capace, aonde os participantes ficaram hospedados durante todo o período do Lab Criativo.

Segunda, 02 de novembro de 2015

Os grupos se dividiram em espaços de trabalho diferentes como a Casa Rio e o Olabi, que abriu especialmente para acomodar as reuniões do grupo. O espaço, inclusiv, foi convidado a se associar a alguns dos projetos elaborados durante a residência do Lab Criativo.

Terça, 03 de novembro de 2015

As atividades começaram às 10 hrs e enquanto alguns participantes usaram o próprio local de apresentação para agendar reuniões individuais com possíveis parceiros, outros como Marc Boothe seguiram para uma última reunião com Marcos Faustini na sede da Redes da Juventude na Lapa, e Lucinda Jarret, que se encontrou individualmente com Lia Rodrigues em sua casa no Jardim Botânico.

Logo após o almoço, os grupos se reuniram novamente para apresentar seus projetos para uma banca composta por Batman Zavareze (curador do Festival Multiplicidade), Paola Barreto (Cineasta, pesquisadora e artista visual), Eliana Souza (Redes da Maré), Marina Veira (Tangolomango), Evangelina Seiler (curadora arte contemporânea) e os mentores do Lab criativo, Daniela Labra (curadora e crítica de arte) e Bruno Vianna (programador e fundados da Nuvem)

Logo após as apresentações e comentários da banca, Tiago Cosmo encerrou esse grande dia com uma apresentação da sua “Camerata Laranjeiras”, no interior da Oca do Parque Lage.

Camerata

Projetos apresentados:

  • Museu das Trocas Vivas / Museum of Living Exchange
  • Sinfonia / Symphony
  • Utopia
  • Gambiarra Lab
  • Trem Transcultural / Transcultural Train
  • We are all Winners
  • Fomos Filosofia e Poesia … Seremos Crime / We were once philosophy and poetry … We will be crime.
  • The Book / O Livro

Quarta, 04 de novembro de 2015

O último ia foi de encaminhamento dos projetos a serem desenvolvidos. Todos os participantes foram orientados de como submeter as applications para análise de viabilização que será divulgada na primeira quinzena de Janeiro (2016). Até o encerramento do programa, cento e vinte e cinco mil libras já estavam sendo contingenciados, pela Newton Fun, para a realização dos projetos selecionados. Paul Heritage conduziu o gran finale e os participantes foram presenteados com uma das palavras em 3d extraídas do Manifesto Festival Multiplicidade_2025.

Final

 

 

Lab Criativo BRAxUK – Dias #6 e #7 @ Visconde de Mauá

Sexta, 30 de outubro de 2015

Logo pela manhã, duas vans saíram do centro do Rio, em direção a Visconde de Mauá, aonde foram recebidos pelo coordenador da Casa Nuvem e também mentor do Lab, Bruno Vianna.

Mauá

A Casa Nuvem, em Mauá, é um espaço criado há três anos por um grupo de artistas que funciona como um celeiro de idéias onde pessoas de todo o mundo se reúnem em sistema de residência artística temporária.  A casa tem compromisso com a sustentabilidade do espaço e todas as refeições servidas são vegetarianas e feitas com ingredientes orgânicos, muitos deles plantados na própria horta do local.

Após a recepção e apresentação da agenda de atividades a serem desenvolvidas durante o fim de semana, o grupo britânico foi acomodado na pousada Lugar de Mato Verde a alguns metros de distância da residência, que ficou estabelecida como ponto de encontro e principal local de trabalho.

Logo após o almoço, grupos foram formados de acordo com os projetos a serem desenvolvidos e durante toda a tarde os participantes “navegaram”  entre os grupos que se formavam, trocando idéias e escolhendo seus parceiros. Alguns membros optaram por desenvolver projetos diversos sendo um projeto principal e alguns projetos “secundários”, em que se puderam participar como participantes. I

 

Sábado, 31 de outubro de 2015

O café da manhã de sábado reuniu produtores e artistas participantes na pousada Um Lugar de Mato Verde e com os grupos já melhor definidos, os integrantes puderam se programa para discutir os projetos ao longo do dia e aprofundar a sua elaboração.

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Paul Sermon propôs uma atividade onde um pódio foi delineado com fita adesiva branca no chão da Casa Nuvem e os demais foram convidados a interpretar o que fariam no alto do pódio. Alguns grupos apresentaram informalmente suas propostas de projetos e após o jantar, Tiago Cosmo animou o grupo com uma linda apresentação de violino. 

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