Estreia da série Multiplicidade no Canal Brasil

O Festival Multiplicidade chegou à sua 12ª edição com uma surpresa daquelas: a estreia da série Multiplicidade no Canal Brasil. Claro que essa conquista merecia uma comemoração!

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No último dia 07 de setembro, um feriado ensolarado de 2025, a galera se reuniu para um Picnic cheio de atrações no Quiosque Zeronove, Aterro do Flamengo.

A chuva até ameaçou, mas não deu nem sinal durante o dia. O Satta começou sua performance sonora às 11h, e quem passava pelo Aterro foi se aproximando pra ouvir uma musiquinha e aproveitar as esteiras espalhadas pelo chão – estrategicamente posicionadas debaixo das sombras dos coqueiros. Ao mesmo tempo, a Regina Café comandava uma Oficina de Percussão em que todo mundo podia participar. Era só chegar, prestar atenção nas dicas e tocar junto com o pessoal.

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Às 13h, o Negalê – parceiro de longa data do Multi – fez um número espetacular com o violinista William Doyle. Enquanto isso, o artista Franklin Cassaro exibia os seus Atos Escultóricos, uma série com objetos infláveis que parecem estar vivos! A interação com a criançada deixou tudo mais divertido.

Mais tarde o Marcelinho da Lua assumiu o som enquanto a Camila Rocha conduzia a Oficina de Bambolês. Uma galera se arriscou com a Camila, mas as crianças dominaram a cena de novo! Tudo era motivo de diversão e gargalhadas. O Dj da Lua passou o bastão para o SIRI que prendeu a atenção do público com os seus instrumentos e sons inusitados.

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Em seguida, os primeiros batuques do grupo Os Ritmistas atraiu a galera para a parte de trás do Quiosque Zeronove. A batida africana conquistou todo mundo de cara e garantiu muitos aplausos aos rapazes no fim da apresentação. Os Ritmistas ainda tocavam quando a galera da Fanfarra Black Clube entrou com o seu batuque. As duas bandas se encontraram e o Multiplicidade virou um grande Carnaval em pleno Aterro do Flamengo! A festa já estava armada e os músicos convidaram a galera para um cortejo pelas ruas do Flamengo até o Oi Futuro.

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Ao mesmo tempo, o Oi Futuro Flamengo já abria as portas para receber a estreia do Multiplicidade no Canal Brasil. O Calbuque fez as honras da casa cuidando do som até a galera chegar. O alemão Heikki Eiden, o americano Chief Boima (da Kondi Band) e o brasileiro Caio Fazolin também fizeram suas performances na área externa do Oi Futuro.

Enfim chegou a hora! Uma projeção na parede da área externa mostrava que Multiplicidade no Canal Brasil ia começar! A séria conta com dez episódios, mas somente três foram exibidos em primeira mão para os presentes. Os convidados e amigos partilharam essa alegria com a gente e comemoraram junto! Depois, todos foram convidados para um debate sobre o tema “MULTIPLICIDADE, além de uma Série de TV” com Ronaldo Lemos, Belisário Franca, Marcello Dantas e Bia Lessa com mediação de Bebeto Abrantes.

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Pra fechar esse dia super especial, tivemos as performances do francês Chassol e do Marcelo Yuka em parceria com Daniela Dacorso e Apolo Nove no teatro do Oi Futuro Flamengo. Lembrando que a Exposição Errar continua disponível no mesmo local até o dia 11 de setembro.

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ACERTO _Visita com Hermeto Pascoal e Pablo Ribeiro

Amanhã, sábado (03/09), das 14h às 15h30, o Festival Multiplicidade te convida para fazer uma visita e bater um papo com os artistas Hermeto Pascoal e Pablo Ribeiro nas instalações da exposição ERRAR no Oi Futuro Flamengo – Rua Dois de Dezembro, 63.

• Teaser da instalação Acerto de Hermeto Pascoal e Pablo Ribeiro

“Assim é Hermeto: uma folha de papel, branca, sempre pronta para acertos não premeditados.
É água que brota da terra sem parar, por gostar de brotar.
Hermeto respira a música que inspira a imagem.
ACERTO traz esse movimento espontâneo evocado através de som e projeção.
Com a reconstrução audiovisual de Pablo Ribeiro, são descobertas novas possibilidades musicais dentro da expressão inicial e livre.
É Hermeto em plena simbiose com ele mesmo e com o universo.
Então toquem e cantem minha gente, amem-se e se abracem até o dia amanhecer.”

ACERTO é uma obra de Hermeto Pascoal (música) e Pablo Ribeiro (edição e concepção visual)

***Não será uma performance.

ACERTO_ Hermeto Pascoal e Pablo Ribeiro

Assim é Hermeto: uma folha de papel, branca, sempre pronta para acertos não premeditados.
É água que brota da terra sem parar, por gostar de brotar.
Hermeto respira a música que inspira a imagem.
ACERTO traz esse movimento espontâneo evocado através de som e projeção.
Com a reconstrução audiovisual de Pablo Ribeiro, são descobertas novas possibilidades musicais dentro da expressão inicial e livre.
É Hermeto em plena simbiose com ele mesmo e com o universo.

“Então toquem e cantem minha gente, amem-se e se abracem até o dia amanhecer.”

Acerto, 2016, instalação audiovisual de Hermeto Pascoal e Pablo Ribeiro.
Expo_Errar
Festival Multiplicidade 2025
www.multiplicidade.com

É oficial: voltamos para o [Oi] Futuro de 2025

O Festival Multiplicidade, em sua 12ª edição, pré-estreou no Teatro Oi Futuro Flamengo dia 18 de julho, uma segunda-feira de 2025. A casa lotou, em clima de reencontro. Nas instalações e performances, a expressão da eterna curiosidade diante da luz, do som, da tecnologia e suas possibilidades combinatórias. E já que o errar era permitido, o imprevisto é bem-vindo como caminho para se recriar e inovar.

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A obra do artista francês Joanie Lemercier era uma das que compunham a Exposição_ERRAR. Ao misturar o traçado de canetinhas pilot com mapping e projeção, provocou nos visitantes a ilusão de ótica, a sensação de volume, profundidade e pertencimento, convidando-os a imergir em uma de suas experiências pessoais mais inusitadas: quando o vulcão EYJAFJALLAJÖKULL entrou em erupção. Juliette Bibasse, assumida “produtora digital” de Juanie, foi quem viabilizou os detalhes para que a ideia tomasse forma. Ela trabalha praticamente como uma co-autora, seguindo um modelo de negócio mais colaborativo, quem sabe uma tendência para o futuro.

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Quando chegaram ao Rio, dia 16 de julho, ambos compartilharam seus processos criativos no bate-papo que rolou na biblioteca da Maison de France, em plena Avenida Presidente Antônio Carlos, coração de uma cidade pré-olímpica. O conforto do espaço, preenchido por Design, deixou a tarde ainda mais propícia para uma troca de informações em tom intimista. Entre os temas discutidos, está a necessidade de autossuficiência do artista digital e a então capacidade de potencializar recursos e viabilizar mais projetos. Eles também falaram do quanto as projeções estarão mais presentes no dia a dia das pessoas daqui para frente. Como diz Joanie, “chamar atenção em ambientes públicos será cada vez mais desafiador”.

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E falando em algo desafiador, a arte de Matheus Leston fez tremer um dos espaços do Oi Futuro naquela segunda-feira. Em sua performance MENOS, trabalhou em cima do erro, traduzindo códigos sonoros em luz colorida. Enquanto isso, em outro ambiente, a penumbra, o silêncio e a névoa de Tomás Ribas proporcionavam, combinadas com precisão, um ambiente “fantasmagórico” em sua instalação JARDIM DO JOAQUIM. Ele criou uma parede que podíamos atravessar; uma mistura de sensações, da cautela à felicidade, do medo à paz, da ilusão ao “tem algo errado aqui, deixa eu descobrir”.

E no Teatro, aquela sensação gostosa de deitar de novo nos almofadas vermelhos. Dessa vez, para assistir ao CONCERTO DE LAN HOUSE, cujo maestro é Giuliano Obici. Durante sua performance, a reflexão iminente: como se vive em um mundo onde tudo é tela?

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O trio DEDO fechou a noite de pré-estreia, levando a plateia a se desconectar, meditar, para, quem sabe, transver o mundo.

Que venha o Festival!

_EQUIPE_FESTIVAL MULTIPLICIDADE

FESTIVAL MULTIPLICIDADE

Concepção, Direção e Curadoria: Batman Zavareze

Direção Técnica: Eduardo Bonito

Coordenação Artística: Nado Leal

Direção de Arte/ Cenografia: Helcio Pugliese

Cenografia: João Boni

Cenotécnico: Paulo Fernandes

Iluminação: Samuel Bets

Design: Boldº_a design company

Direção de Design: Leo Eyer

Design Gráfico: Alexandre Paranaguá

Coordenação Gráfica: Vivianne Jorás

Coordenação de Produção: Raquel Bruno

Assistência de Produção: Ana Luiza Aguiar e André Ahmed

Assistência de Direção: André Henrique

Técnico de som: Gui Marques e Eduardo Baldi

Técnico de luz: Rodrigo Leitão

Técnico em projeção: Marcio Henrique

Assessoria de Imprensa: Palavra!

Fotografia: Andrea Nestrea

Conteúdos Digitais: Agência 14

Assistente de Edição: João Oliveira

Monitores: Lia Godoy, Antonella Abreu e Eliana da Silva

Produção Executiva: Patricia Barbara

Gestão Financeira: Mirian Peruch

Contabilidade: Macedo & Muzzio

Consultoria Financeira: Jose Carlos Barbosa

Realização: 27 Mais 1 Comunicação Visual Ltda

FESTIVAL MULTIPLICIDADE_2025_ANO 20

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Desde a temporada passada continuamos no imaginário ano futurístico de 2025.
2016 é mais um ano propício para dar continuidade ao exercício da ANTEVISÃO e reforçar que o futuro é logo ali.
500 anos se passaram e revendo a fantasiosa obra escritapor Thomas More de 1516, UTOPIA, perguntamos onde estamos diante de tantos embates?

Se você esta compreendendo o que está acontecendo, não seria um absurdo dizer que você está confuso.

“Alguma coisa
Está fora da ordem
Fora da nova ordem mundial (4x)”***

Tem sido desafiador pensar, propor, produzir e realizar conteúdos artísticos em tempos tão áridos.Mesmo imerso em momento de antiutopia temos que acreditar na potência das experiências artísticas totais nos trópicos.

Nunca foi tão importante ressignificar nossos acertos a partir de nossos erros, e a arte pode ser esta fonte rejuvenescedora.

É importante estar em movimento constante.
O momento político-cultural não permite inércia alguma, sobretudo mental.

A nova regra é olhar com afeto para a exceção, a intuição, o improviso e o aleatório. A arte só existe entre nós quando ela transcende a realidade para se expressar e atingir outras dimensões.

Com o patrocínio da Oi através da Lei Rouanet e da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, este ano estamos participando do calendário Cultural Olímpico com um formato novo, uma exposição.
Estaremos ocupando plenamente o Oi Futuro Flamengo, nossa casa, ou melhor, nosso ventre, durante 2 meses. Apresentaremos nossas inquietações poéticas, investigações tecnológicas e as linguagens híbridas que perseguimos sob a temática do ERRO. Os artistas que partem de uma dificuldade, de situações inesperadas, que encaram o risco e o limite extreme para investigarem alternativas são nossos alvos.
De 18 de julho a 11 de setembro de 2025 (leia-se 2016) estaremos no Oi Futuro Flamengo com uma programação repleta de autor reflexões, numa grande itinerância do ERRO através do pensamento, do som, da imagem, do inusitado e da (re)invenção do futuro.

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A inspiração que parte do ERRO vem das lembranças da performance inacabada de Naná Vasconcelos, (falecido em 2016) quando ele superou nossas expectativas ao buscar uma solução poético-criativa para uma situação de eminente colapso. Naná viveu no palco do Festival Multiplicidade em 2009, o maior apagão elétrico que o Brasil já sofreu, ironicamente durante a apresentação do seu espetáculo Blind Date, “encontro as cegas”, jamais foi interrompido pelo músico-mago,mesmo no blecaute. Naná usou seus instrumentos tribais percussivos– chocalhos, tambores, berimbaus, voz e pés – para continuar a performance e transportar o public para uma outra dimensão. Estes momentos inesperados ressignificam e ampliam nossas compreensões sobre os poderes da arte de TRANSVER O MUNDO.

Reveja aqui, NanáVasconcelos iluminado

Ao destacar o ERRO não temos a intenção de valorizá-lo, tampouco criar esteriótipos sobre as “gambiarras” que atendem as nossas urgências.

A opção pelo ERRO como temática, encontra sua ressonância mais direta, na frase do “Manifesto Modernista/ POESIA PAU-BRASIL”, de Oswald de Andrade: “A CONTRIBUIÇÃO MILIONÁRIA DE TODOS OS ERROS“.

É simples e claro: já que a única condição do jogo atual é ser o vencedor, a ideia é trazer para o primeiro plano as nossas falhas e fracassos para revermos tudo que já foi feito. A partir do caos e da imperfeição temos a chance de estabelecer novos olhares, numa relação mais humanizada e coletiva. Não estamos em busca das histórias de sucesso, nem a espetacularização das artes, tampouco a glamourização do artista. Ao contrário, queremos olhar para os desvios, lacunas, silêncios, ruídos e revezes e contratempos das nossas ações, normalmente não reveladas.

“Alguma coisa
Está fora da ordem
Fora da nova ordem mundial (Várias vezes)” ***

Estamos diante do percurso imperfeito, do imprevisível e do desconhecido.
ERRAR é perseverar, rever e refazer.

Em momentos de necessária reinvenção é fundamental seguir a simplicidade como a grande arte da complexidade.
Hoje, menos é mais.

Batman Zavareze
Curador do Festival Multiplicidade_2025_Ano 20

Screen Shot 2016-07-12 at 19.05.04

*** Extrato da música “Fora da Ordem”_Caetano Veloso_1992 (mais atual do que nunca)

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Manifesto: bit.ly/Multi2025_Ano20

Festival Multiplicidade 2025_Ano_20 | ESCULPINDO O TEMPO

Ao longo de discussões entre passado, presente e futuro o Festival Multiplicidade apostou na ANTEVISÃO, se teletransportando para 2025.

Instigado em olhar adiante e reinventar nossa capacidade de investigação das linguagens inovadoras, criamos uma programação “fora da caixa”.

O resultado é o documentário “ESCULPINDO O TEMPO” com direção de Victor Fiuza e produzido pelos parceiros da equipe da Agência 14.

Provocamos artistas, pensadores e colaboradores do festival para criação de um discurso urgente, atemporal, indisciplinado e transversal sobre a realidade que nos engole diariamente.
São discussões que ampliam nossa reflexão sobre o impacto da tecnologia em nossas vidas e o quão tudo isso que produzimos e absorvemos pode, e deve ser sempre poético.

www.multiplicidade.com
info@multiplicidade.com

Múltiplos

Não se faz um acontecimento cultural artístico potente sem uma rede de pessoas unidas com um objetivo comum. Ao longo de 11 anos o Festival Multiplicidade investe na formação técnica, ética e estética continuada de pessoas com habilidades, capacidades, conhecimentos e praticas diferentes que têm muito a contribuir para profissionalizar uma cena. Investir e extrair o melhor das pessoas envolvidas passa pelo mais profundo compromisso do festival.

A entrega para o edital é um evento, mas para nós é um experiência coletiva transformadora. A vida muitas vezes é dura, bruta e feia mas uma plataforma que promove arte, a nova arte híbrida embebedada de recursos tecnológicos ao vivo, tem a oportunidade única de formar um novo profissional num mercado viciado e contaminado por lógicas cruéis de sobrevivência. Não existe arte total sem humanizar o processo, não existem ações individuais bacanas que não enxerguem o problema do outro. A intenção ao trabalhar arduamente durante um ano é, sempre que estiver ao nosso alcance, escutar e lutar para fazer o melhor possível. Não existe impossível até quebrarmos a cara com nossas persistências. Para formar profissionais capacitados para desafios ambiciosos tem que ser duro, sem perder a ternura, mas a dinâmica da construção deste circo exige uma série de decisões que fogem a planilha, tomam riscos, são indisciplinadas, transversais e através de nossas vidas sem perguntar “porquês”.

Um festival se faz na primeira pessoa do plural com inúmeras contribuições erráticas, mas sem nunca esquecer das avalanches de carinho distribuídas a todos envolvidos, equipe e artistas, pois o impacto reverberado seria vão, insignificante, frustrante e efêmero sem distribuições em doses cavalares deste sentimento. Nosso maior legado não é a pujança da entrega do acontecimento mas a rede de afetos que se fortalece a cada edição. Os que estão e os que passaram deixaram sua marca na nossa história com muita transpiração e paixão, por isso sou eternamente convicto da força invisível da educação, do “learning by doing” sem medo de fracassar, dá continuidade e da insistência, pois nossas contribuições são inegáveis para tornar a cena artístico-cultural forte e permanente.

Mirian Peruch, Patricia Bárbara, Nado Leal, Raquel Bruno, Mariana Duque, Eduardo Bonito,Brenno Erick, Beline Cidral, Joca Vidal, Bebeto Abrantes, Glauber Vianna,Leo Eyer, Billy Bacon, Alex Augusto, Joao Oliveira, Luiza Viglio, Gui,Rodrigo Moura, Alexandre Paranaguá, Jean, Baldi, Alessandro Boschini, Léo DL, Eduardo Magalhães, Diana Sandes, Gabi Carrera, Francisco Costa, Maria Cristina Rio Branco, Marina Ivo, Daniela Del Corona, Renata Carneiro, Rodolfo Alves Carioca, Júlia Malafaia , Susana Lacevitz ,Jane Deluc Paola Barreto, Fabio Fantauzzi e inúmeros outros profissionais que se jogam em nossa rampa de voo exalando prazer nos seus poros. Sempre muito orgulhoso deste carinho que vai, volta e fica. Parabéns!!!!

MB

Ass: Batman Zavareze – Diretor e Curador do Festival Multiplicidade

Futuros possíveis

Texto publicado por Ivana Bentes, logo após sua participação no Painel Memórias Futuras @ Festival Multiplicidade 2025:

“Futuros possíveis. Parque Lage é um lugar mágico e neste sábado chuvoso e nublado estava ainda mais misterioso e vibrante lotado de pessoas inquietas. Participei do Painel Memórias Futuras uma roda incrivel de antevisões dos futuros a convite da Paola Barreto e do Bat Zavareze. O futuro é uma ideia “antiga” e quase sempre é datado, pois nunca estaremos nele, porque é sempre uma construção do presente urgente. Com essa provocação sobre futuros possiveis a roda de conversa passou por temas e experiências surpreendentes. O que há de futuros em curso no presente? Como hoje o ancestrofuturismo e as cosmovisões indigenas e ancentralidades são inspiradoras de futuros. Como a América Latina continua como um lab de mundos. As “vitalidades catastróficas” (termo do Fausto Fawcett) nos ajudam a pensar os futuros, as possibilidades de ressureição, os instantes e presentes eternos, as temporalidades inventadas pelos povos para fugir da ditadura do presente e as ideias e projeções de futuros usados para nos imobilizar (em nome do futuro se tem hoje discursos conservadores, de preservação do status quo). Outros futuros mais provocadores como os da ficções especulativas de Donna Haraway e os exterminadores de futuros que moldam e reduzem as cidades a seu fim mercadológico, privatizando, monitorando, expulsando os pobres e os cosmopolitanos das ruas e do espaço público. A conversa teve performance, leitura, falas inspiradoras e bem que merecia um registro para os futuros. Neste domingo é o último dia do ‪#‎FestivalMultiplicidade e da exposição ‘Quarta-Feira de Cinzas”, curadoria da Luisa Duarte no lindo Parque Lage.”

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