Multi_Ocupação | Parque Lage | Dia 3

Depois de 3 dias de ocupação no Parque Lage o Festival Multiplicidade se despede de 2014 reforçando a presença na agenda cultural do Rio de Janeiro, do Brasil e do mundo. A programação do último domingo de certa forma é a síntese dessa década de pesquisa e trabalho que se materializam em performances artísticas e musicais, que exploram diferentes sonoridades e formas de expressão.

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Quem chegou cedo pode curtir o já tradicional pic nic no bosque. Em uma área totalmente integrada a natureza, diversos DJs que se destacam no cenário nacional se revezaram para fazer a trilha sonora da tarde ensolarada enquanto amigos se divertiam, famílias se reunião e crianças brincavam. As fusões digitais/analógicas de Zaws, os graves de Guilherme Granado, o contrate entre o tradicional e a vanguarda de Maga Bo, a influência regional cosmopolita de Gabriel Guerra (40% foda/maneiríssimo) e o Brasil digital de Ricardo Vincenzo, quem viu e ouviu experimentou um pouco do que circula pelas melhores pickups, sintetizadores e sequenciadores em pistas brasileiras.

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Descontrair é ótimo, mas o Multiplicidade também é espaço para reflexão. Em parceria com o instituto francês Le Cube, Carine Le Malet e convidados falaram de artes visuais e tecnologia para um auditório lotado de ouvidos atentos e cabeças inquietas no painel “Arte e tecnologia para todos“.

O experimentalismo também tem lugar cativo na programação e o Salão Nobre do casarão do Parque Lage foi ocupado pela performance e instalação “Terrestrial Sea” dos britânicos Mark Lyken e Emma Dove, onde Lyken faz uma revisita ao farol, com imagens de Emma em uma sessão que misturou cinema à uma trilha mixada ao vivo.

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O terraço da mansão, deu espaço a uma repescagem de nove curtas da VI Semana dos Realizadores que propõe reflexões acerca dos filmes de da produção atual, principalmente no Rio de Janeiro. Outras obras também colocavam o público a frente de outras questões, com a obra do espanhol David Latorre, inpirada nas favelas cariocas, a instalação “Labyrinthitis” do dinamarquês Jacob Kirkegaard, a performance “Cinema Parado” de Jarbas Lopes e a surpreendente instalação “Symbiosis” da paraense Roberta Carvalho, além da instalação “Travelling” de Samir Abujamra com a Fábrica Orquestra.

O sol já não iluminava o Cristo Redentor quando o saxofonista Lars Greve, da Dinamarca e os brasileiros do projeto de música experimental Rabotnik entraram no palco montado no platô do Parque Lage. O encontro inédito, realizado em parceria com o Instituto Cultural da Dinamarca, trouxe ao público a possibilidade de experimentar a improvisação com a sonoridade concreta e abstrata do dinamarquês.

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Mas foi a banda When Saints Go Machine que surpreendeu o público logo que subiu ao palco. O quarteto formado em 2007 apresentou um show com sonoridade electro pop nunca visto antes. Músicas dançantes, experimentalismo, influencias pós-punk arrancaram aplausos e elogios do público que se mostrou surpresa e encantada com o obra bastante peculiar dos dinamarqueses, que fecharam o ano 10 do Festival Multiplicidade da forma que deveria ser: com imagem, música e o inusitado. Que venham os próximos 10 anos!

Multi_Ocupação | Parque Lage | Dia 2

O sol apareceu no segundo de da Multi_Ocupação no Parque Lage e com ele muitas pessoas para curtir, refletir e se impressionar com a intensa programação.

O Salão Nobre do casarão lotou para o workshop “Boost Your Profession as a Musician!” com Lisbeth Rysgaard e Gerda Hempel do Artlab da Dinamarca. Com mediação de Léo Feijó, do Instituto Gênesis da PUC-Rio, músicos, produtores e acadêmicos puderam acompanhar as reflexões sobre a industria da música, seus desafios e transformações na era digital.

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Ainda no campo da reflexão, Jarbas Lopes retornou ao Multiplicidade com o Workshop “Cinema Parado”, provocando o público a interagir com películas que foram projetados na Oca acompanhado de música e movimento durante a performance, que contou com a intervenção de Lilibeth Cuenca com “Mobile Mirros” que seguiu até o pátio principal e despertou a curiosidade e as câmeras de todos que por ali passavam.

Se a ideia era circular pelo belíssimo Parque Lage, a surpresa ficou por conta das instalações d o espanhol David Latorre na Mata, uma analogia visual as favelas do Rio de Janeiro, e “Symbiosis” de Roberta Carvalho, projeções que se revelavam entre as árvores do chafariz.

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A noite ainda guardava mais, Samir Abujamra, acompanhado da Fábrica Orquestra, estreou a performance/instalação Travelling - Estudo 01, com projeções que brincavam com o verbo viajar, em inglês, em paralelo com o recurso cinematográfico de mesmo nome, cenas captadas do ponto de vista de janelas de aviões, barcos, trens e outros meios de transporte utilizados durante sua viagem de 2 anos por cerca de 32 países nos 7 continentes.

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Enquanto a mostra de vídeos do Le Cube, França, acontecia durante toda a noite no terraço do casarão, as atenções se dividiam entre a inusitada performance Late Speculation da dupla Nonotak (França/Japão) que ocupava o Salão Nobre, as performances do francês Franck Vigroux e depois do canadense Herman Kolgen no Platô, localizado nos fundos da mansão.

Para encerrar, Bjørn Svin e Kenton Slash Demon, ambos dinamarqueses, comandaram a festa no auditório e piscina com música eletrônica em seus DJs Sets.

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Hoje a ocupação continua e se despede do Parque Lage com muito mais música, imagem e inusitado. Acompanhe a programção completa e não perde, venha celebrar os 10 anos do Festival Multiplicidade com a gente.

Multi_Ocupação | Parque Lage | Dia 1

O Festival Multiplicidade retorna ao Parque Lage mais uma vez celebrando seus 10 anos de música, imagem e inovação. Mesmo com chuva o público compareceu em busca de novas linguagens e possibilidades artísticas.

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A Oca Lage foi o centro das atenções com o painel do pensamento com o dinamarquês Thorbjorn Tonder Hansen do festival Wundergrund, Bernardo Oliveria, Franz Manata e Saulo Laudares que deram um panorama do experimentalismo brasileiro e mundial ao longo da história, provocando reflexão sobre as transformações da linguagem musical e tecnologia, da produção a academia. O painel Arte Sonora seguiu com as performances do dinamarquês Jacob Kirkegaard, o britãnico Mark Lyken, e os brasileiros o Grivo, Negalê Jones, Siri, Augusto Malbouisson, Lucía Santalices, Chelpa Ferro e Paulo Vivacqua com sons, instrumentos e linguagens intensas que despertaram a curiosidade daquele que ocupavam cada espaço na Oca.

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As performances seguiam por todo o parque. Sons e corpo se encontravam em Bemejemeria, parceria entre Jacob e Lilibeth Cuenca, seguida de “the powell opera” – primeira sequencia da mini-ópera para não músicos do francês Franck Leibovici com sua música analógica-digital.

Na mata do parque, o público pode fazer uma visitação guiada pela instalação do espanhol David Latorre e se deparavam com as imagens projetas em árvores na instalação Symbiosis de Roberta Carvalho, que prossegue até o próximo domingo.

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No terraço, o Vicent Moon ocupou, debaixo de chuva, dois telões com uma mostra de vídeo exclusiva do artista francês. Enquanto o dinamarquês Thomas Knak apresentava a performance Opiate, no Salão Nobre do casarão do parque.

Muita inspiração, reflexão durante o dia, festa a noite. O auditório e a piscina foram tomadas pelo som eletrônico do francês DJ Da Cat que reuniu centenas de pessoas em uma confraternização que celebravam o inusitado, a arte e as novas possibilidades que são marcas registradas do Multiplicidade.

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A ocupação continua com intensa programação neste sábado e domingo. Vamos celebrar.

 

Multi_Ocupação | Fundação Planetário

Se é verdade que a reflexão e a experimentação constroem a civilização, o homem acaba de dar mais um passo a frente. Olhares curiosos e atentos, ouvidos aguçados experimentaram e refletiram o novo no primeiro dia de ocupação do ano 10 do Festival Multiplicidade.

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O primeiro ato, no plano das ideias, ficou por conta das falas de Spetto, Zaz e Roger, do United VJs que jogaram luz sobre as novas (e antigas) tecnologias que dão voz a expressões artísticas e pensamentos na era digital. O coletivo foi sugestão do pioneiro na arte de VJ no Brasil, Jodele Larcher que trouxe ao Festival Multiplicidade o Video Ataq com o conceito BYOB (bring your own beamer = traga seu projetor) que povoou primeiro piso da Fundação Planetário com um show de imagens de artistas e experimentadores que chegavam com seus próprios equipamentos.

Uma das atrações mais aguardadas era a performance Trains Fragment, do canadense Herman Kolgen, em uma apresentação solo, quase uma premier exclusiva, já que sua performance geralmente é acompanhada de 6 músicos no palco.

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Quando Jodele Larcher voltou a ocupar o duomo, agora com Guigga Tomaz do Folkatrua, formando o coletivo azOia Lab, o público teve a oportunidade de ver a performance com uma seleção de músicas que a Nasa usa para acordar seus astronautas nas expedições espaciais como base para as incríveis projeções visuais estelares.

A ocupação se despediu do planetário com uma apresentação do United VJs, novamente Spetto, Pedro Zaz e Roger S. voltavam a cúpula Carl Sagan, uma das maiores do mundo, desta vez para uma apresentação que encher os olhos. Com uso da tecnologia fulldome e o software desenvolvido pelo próprio Roger, os VJs prenderam a atenção do público e despertaram a curiosidade de quem, pela primeira vez, teve a oportunidade de ver o planetário ocupado pelo experimentalismo do coletivo.

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Uma noite memorável abrindo a Multi_Ocupação que continua até domingo, dia 30, no EVA PArque Lage. Confira a programação e não perca!

Festival Multiplicidade recebe indicação no Prêmio Noite Rio 2014

Estamos muito felizes por aqui. Neste ano vocês dividiram conosco muitas comemorações pelos 10 anos e quando já nos organizávamos para a nossa despedida no Planetário (27/11) e nos salões históricos do Parque Lage (28 a 30/11), recebemos uma excelente notícia: fomos indicados para o Prêmio Noite Rio na categoria Melhor Festival (até 5 mil pessoas). Para nós é uma honra fazer parte da lista pré-selecionada pelo júri técnico e concorrer ao lado de outros quatro festivais que movimentam a cena carioca.

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Organizado pelo Léo Feijó e único no Brasil, o prêmio é uma plataforma contínua de evolução, integração e sustentação de um mercado de extrema importância para a nossa cidade. Ah! E também estamos felizes que uma das nossas casas, o Oi Futuro que sempre nos recebe de portas abertas, também está entre os finalistas de Melhor Palco para Lançamentos. Uma verdadeira cereja no nosso bolo de décimo aniversário.

Parque Lage: história e arte com vista para o verde

Além de ser um belo lugar para tomar aquele café da manhã no fim de semana e sediar a EAV, o Parque Lage guarda muitas histórias. Como ele já foi e será o palco do nosso Festival, resolvemos relembrar algumas delas por aqui.

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Antiga propriedade da família Lage, o palacete foi cenário de festas históricas na década de 40. Tempos depois já pintou em filme do Glauber Rocha e mais recentemente em clipes como do Snoop Dogg. Pelos corredores de arquitetura clássica, muito audiovisual!

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Maria Juçá, autora do livro “Circo Voador – A Nave” nos ajuda a relembrar tantos momentos importantes e de vanguarda como a Exposição “Como Vai Você Geração 80” com curadoria de Marcus Lontra, Paulo Roberto Legal e Sandra Magger e os shows inesquecíveis de artistas como Caetano Veloso, Ney Matogrosso e Raul Seixas.

Sem falar na Escola de Artes Visuais que desde 1975 forma novos artistas, curadores, pesquisadores e mantém a cena artística em constante efervescência.

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Não por acaso, voltaremos para o Parque Lage e encerraremos mais uma edição. Em novembro, os nossos efeitos visuais ocuparão os mais de 50 hectares de muito verde com perfomances de artistas brasileiros, espanhóis, ingeles, americanos e dinamarqueses.

Festivais que inspiram #3

E a nossa viagem aos festivais inspiradores chega ao fim. Mas antes disso, teremos duas paradas: uma no Canadá e outra na Noruega. Vamos nessa?

MUTEK (Montreal / Canadá)

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O nome já denuncia, é uma organização sem fins lucrativos que tem multável no próprio DNA. Unindo três grandes frentes (som, música e artes visuais), o MUTEK reúne os artistas mais originais e visionários, criando um espaço de reflexão e descobertas sobre esse universo tão presente no nosso Multi também. O festival é conhecido como um grande encontro internacional de vanguarda. Um espaço propício para inovação e criatividade digitial e que provoca a efervescência real e global.

NSOMNIA FESTIVAL (Tronsø / Noruega)

Insomnia

Festival de música eletrônica inovadora criada a partir de engenhocas eletrônicas, o Insomnia promove seminários públicos e performances combinados com música com novas tecnologias e design em lugares importantes para os noruegueses: o antigo cinema de Tronsø e a casa do estudante Driv, ponto de encontro de artistas como Bel Canto, Röyksopp e Rune Lindbæk no início da carreira.

Site: http://www.insomniafestival.no
FB: https://www.facebook.com/pages/Insomnia Festival/276338105576

Multiplicidade entrevista: Jakob Bro Trio + Taragana Pyjarama + Dmtr.org

Hoje, a partir das 19h, um pedaço da Dinamarca invade o Teatro do Oi Futuro Flamengo. Para explicar precisamos voltar um pouco no tempo: no final do ano passado nosso curador esteve numa viagem cultural convidado pelo instituto dinamarquês para conhecer o distante e instigante mundo artístico nórdico, especificamente a moderna cidade de Copenhague. Durante uma intensa semana, Batman seguiu junto com outros produtores, num roteiro inusitado de eventos que misturavam performance, teatro, moda e música experimental. Voltou encantado com tanta vanguarda.

E por isso que logo mais dois grandes nomes da música dinamarquesa, Jakob Bro Trio e Taragana Pyjarama (aka Nick Eriksen), se apresentam ao lado de do VJ brasileiro Dmtr.org e promovem aqueles encontros que já são nossa marca registrada. Outra tradição nossa é aquela entrevista antes da perfomance, certo? Reunimos os três e batemos um papo. Confira!

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Blog Multiplicidade> Como vocês receberam o convite para o Multiplicidade?

DMTR.ORG> Ano passado participei do evento Diatipo e conheci pessoalmente o Billy Bacon por conta do calendário lunar. Ele acabou mencionando meu trabalho pro Batman Zavareze e logo acabamos nos conhecendo pessoalmente em São Paulo. Surgiu a vontade de colaborar em projetos e eis que a primeira colaboração é minha participação no Multiplicidade!

TARAGANA PYJARAMA> Para falar a verdade, eu não sabia muito sobre o festival, mas estou ansioso para o show. Parece que há muita expectativa em torno do evento.

JAKOB BRO TRIO> Também estou bem ansioso para o show!

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BM> Quais são as principais influências de vocês?

D> É difícil dizer porque olho para muitas coisas diferentes. Mas pra citar algo: Idea Magazine do japão dos anos 70, Design gráfico suíço dos anos 60, computação gráfica de 60, 70 e 80 onde os recursos eram limitados, vejo muito pensamento e economia gráfica em todos esses lugares.

TP/Nick> As principais influências estão nas pequenas coisas da vida. Muitas vezes, acho que podem ser alguns sons que encontrei na internet, os clipes do YouTube, por exemplo. Algo que me faz querer acrescentar algo novo para o meu trabalho. Acordes, harmonias… eu ando obcecado com progressões de acordes, não de uma forma teórica, mas os sentimentos que eles provocam na gente.

JBT> Eu tenho muitas… é difícil citar algumas, então vou dizer o que ando ouvindo no momento: Mark Hollis, Old and New Dreams, Sonny Rollins, Thelonious Monk, Talk Talk, Arvo Pärt.

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BM> Dimitri, conta pra gente sobre os softwares que você utiliza? Você chegou a desenvolver algum específico para a performance no Multiplicidade?

D> Desenvolvi os dois os softwares que usarei nas performances. O convite para o festival me incentivou a dedicar tempo e atualizar ieias.

BM> Tagarana, você é de um país que é conhecido por sua criatividade musical. Como isso afeta o seu trabalho?

TP> Essa é uma boa pergunta! Eu realmente não sei, mas o ambiente exerce algum tipo de influência. É difícil dizer exatamente o quê. Eu gosto da Dinamarca e não me mudaria daqui. Eu amo o inverno, os dias escuros e frios, sempre fico muito criativo nesse período.

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BM> E ainda falando sobre influências: como o jazz entrou na sua vida, Jakob?

JBT> Foi meu pai me apresentou ao jazz. Eu comecei a tocar trompete aos 5 anos e aos 8 anos entrei para a banda dos meus pais, aí troquei o trompete por um instrumento de percussão. E cresci ouvindo Louis Armstrong, Count Basie, Ellington…

Excelentes referências, Jakob. Sem dúvidas, será uma perfomance inesquecível e cheia de influências.

E você? Já confirmou presença no evento? Confirma e garanta seu ingresso! Nos encontramos daqui a pouco!

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FESTIVAL MULTIPLICIDADE 10 ANOS
4º edição 2014
Data: 18 de setembro
Local: Oi Futuro Flamengo
Enderço: Rua Dois de Dezembro 63 – Flamengo
19h: Teatro
Jakob Bro Trio (DIN) + Dmtr.org (BRA)
Entrada: R$20 / R$10 (meia-entrada)
Bilheteria Oi Futuro Flamengo e Ingresso Rápido
Lotação do teatro: 72 lugares
20h: Nível 1
Taragana Pyjarama (DIN) + Visual: Dmtr.org (BRA)
Entrada:Gratuita
Classificação etária: Livre

O mundo em 3D

Em definição o 3D é uma escala espacial que traz a possibilidade de visualização em espaço tridimensional que reúne um triângulo de experimentos: físicos, geométricos e geofísicos.

Para nós, esse triângulo vai além e reúne inovação, criatividade e vanguarda. E já que essa semana receberemos a performance do artista visual Dimitre Lima (Dmtr.org), resolvemos comentar sobre o trabalho de dois artistas que, assim como ele, veem o mundo em 3D!

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No ano passado a nova turnê do Kraftwerk, pioneiros de sons eletrônicos, contou com essa estética. Projetadas em um grande pano de fundo de palco abstrato, as imagens eram acompanhadas pela plateia através de óculos 3D polarizados. Famosos pelo uso de gráficos e cores brilhantes, eles traduziram a tecnologia de maneira muito fácil de usar e de captar a atenção do público. Além dos efeitos 3D estereoscópicos, vanguardista como de costume o Kraftwerk experimentou a escala especial em outra atmosfera, o som.

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Quem também faz experimentos nessa área é o selo visual europeu AntiVJ, que passou pelo nosso festival no ano passado. O Stereoscopic Show foi um projeto desenvolvido em parceria com a dupla Principes Of Geometry que pretendia levar a plateia à uma jornada através do espaço combinando vídeos em 3D com trilha eletrônica repleta de sintetizadores.

Quer ver o mundo com outros olhos também? Separamos um Do It Yourself_3D Glasses, olha só!

Festivais que inspiram #2

Dando continuidade à nossa série de posts sobre festivais que nos inspiram, hoje vamos levar vocês para uma viagem com duas paradas: uma na Sérvia e outra na Espanha. Vem com a gente!

MIRA LIVE VISUAL ARTS FESTIVAL (Espanha)

MIRA

Combinando arquitetura para criar espaços únicos e inovadores com eventos culturais (concertos, instalações, conferências e workshops), o MIRA é um festival que apresenta novas criações de artes visuais e permite uma simbiose única entre profissionais de diversos meios.

Baseado em três grandes áreas (rastreio, sensibilização e educação), o que diferencia o MIRA de outros eventos é a capacidade de entrelaçar o visual e o musical, tornando-os uma experiência única de imersão para o público.

RESONATE FESTIVAL (Sérvia)

RESONATE

Realizado anualmente no berço da cultura pré-histórica europeia, na cidade de Belgrado, e banhado pela confluência dos Rios Danúbio e Sava, o Resonate é uma plataforma de rede, informação, compartilhamento de conhecimento e educação.

Reunindo por dois dias artistas conhecidos mundialmente, o festival propõe debates e reflexões sobre o futuro da tecnologia na arte e na cultura. Além de abaranger diversas áreas que vão da engenharia de software até as teorias que envolvem as artes visuais e a cultura digital.